sábado, 30 de janeiro de 2016

Sentido



E ainda tento, mesmo remendando os cacos e costurando os cortes que em mim causei (causou)
Custou... A sarar a dor que a alma vestiu, sentiu e não mostrou
Partiu... Não só o ato de ir, mas também o que aqui restou (em mim) de nós
A sós.
Em versos o inverso subverso, tropeço no acaso que causa lembrança
Tamanha...
A estrada que segue bifurcou a vida, seguida, ferida, sofrida
A esmo o coração em chamas á névoa, disperso, disseca, congela
O gelo.
Ardeu sobre as chagas, mas foi preciso, decisivo, incisivo
Do que aqui resta...
As cinzas, a luz, o suor e a luta... Seguir esses caminhos de altas quedas
Tornou-me homem e não uma...
Não ser, dissolver, arbítrio...
Sentido figurado em muita frase, o senti(mento)do.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sobre o caos que me tornei


Avante! Ouvi gritar em meio a escuridão que assolava a terra, em todo o céu ecoava um brado forte de coragem para que acredite em si pra construir o tão sonhado futuro, pois ainda tinha as moletas que me apoiavam não só as pernas, mas fazia da alma grande, forte e cheia de esperanças. Mas como nada nunca é fácil uma delas se foi ( na verdade em pouco tempo as duas se foram), mas ali ainda estava o ser agora vazio de tudo o que acreditava, mas seguindo pra iludir a vida, afogado em trabalho (pouco reconhecido em seu forte), insone de estudos ( menos reconhecido ainda) e fingindo respirar fundo pra dar mais um passo.
Então em qual curva a razão se foi?
Quantas quedas ainda suportará para reerguer, mesmo sem armaduras?
De que valem as boas palavras?
Terra firme não garante a corrida para um bom voo em terra de cegos tomados pela insanidade de ter muito mais que existir, seria eu fiel a loucura de ser em meio a esse montante de loucura e insensatez que a vida faz em toda caminhada com pedras no caminho? Porque ter asas já não é o bastante em meio aos gigantes que nos roubam o ar quando o verde some sem ao menos queimar.
Não só as rejeições me fizeram caos, mas muitos dos "sim" ou até mesmo o não falar porra nenhuma tenham me feito chegar ao ponto em que partir nada mais é que ruir aos poucos cada fronte de uma fortaleza a qual nunca existiu além dos sonhos. Por Peter, sim, o Pan, aquele que não queria ser adulto... As dores de uma vida até o momento da última linha escrita, seja o caos do que é crescer em mente pra perceber que existir não cabe a um senso comum.

sábado, 28 de novembro de 2015

Sobre o dia que não terminou...



Talvez o mínimo de atenção fizesse diferença, não por mera carência, existia um desespero por perder o chão, eram pensamentos ruins que assolavam a alma, era a falta de ter com quem contar num ano difícil.
Talvez um alguém que sempre pode conversar sobre tudo fosse o bastante pra desabafar e quem sabe chorar em um abraço, quem sabe por mero favor porque sempre que pude e até quando não podia me fiz presente mesmo que pra ouvir reclamações de relacionamentos passados... Mas hoje não, hoje o dia não termina em diálogos, abraço e choro pra depois sorrir, talvez por ego (ou sabe-se lá porque) foi o dia de terminar só com o espírito destroçado, o coração partido e algumas cápsulas que nunca conseguiram fazer efeito.
Esse dia foi difícil, mas se parar pra pensar ele ainda perdura, pois é um dia que não chegou ao fim.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Suor



De todas as cores que a vida me deu
O cinza frio em peito finca
Estaca de aço, afiada e fria
Temor na pele, a sensação morreu
Do amor, as dores
As marcas de guerra
Clamor e chagas
Afaga a face mãos castas
Seca as lágrimas de cego olhar
Do ser pensante ao impensável conforto de ser
Do existir em si que teme o terror do fim
De tudo o que vive, és vida assim?
Talvez seja a lama que aterrou o céu
Talvez as águas que batem com força nas pedras
Ou mesmo anjos e demônios estejam em guerra
Pois no fim do dia a alegria se esvai
Mas no fim da noite em sol virá, a luz
Seja o calor que o peito aquece elevando a alma
Seja o suor que desce em árduo trabalho, a calma.

sábado, 22 de agosto de 2015

Caminho


Rodeado nessa selva de pedra o que nos cabe é caminhar sempre acreditando em dias melhores e no que há por vir. São singulares escolhas que nos abrem passagens para o enxergar além, usar um colírio e abrir a alma pra chegada dos cosmos desse mundão.
O "Caminho" é longo, tortuoso e cheio de armadilhas, mas com a fé nos ancestrais que regem, protegem e guardam o mundo, seguimos essa caminhada incessante que dá sentido a vida.
Um "Caminho" que abre em diversas vertentes e nos obriga a escolher, mas então quando nos colocamos em meio as coisas e não no centro delas, percebemos que toda a luta foi além do nosso querer e sim uma demonstração de quem realmente guia.


Artista: Alisson Ramos (Acredite)
Trilhas: Colírio - Forfun | Yellow fever - Fela Kuti
Participações: Lucas Barreto/ Luna Lorena/ Gildomar (Mr. Barbosa)
Produção: Blue Diamond Filmes
Todos os Direitos Reservados © - Blue Diamond Filmes ™

terça-feira, 28 de abril de 2015

Sobre esses dias...



Talvez uma tigela de saudade seja muito pouco para cada café da manhã, creio que me banho em tanques dela. Os dias cinza trazem a sensação de ser cada vez mais esquecido, mas traz a certeza de que cada boca que falou "conte comigo", foi apenas por falar. Não que seja uma obrigação, mas de que valem palavras boas?
Talvez o sentido não esteja em cada vazio que se tenta preencher bebendo, fumando ou fingindo ser feliz naquele lugar que você gostava de ir, mas que faz tempo deixou de fazer sentido. Quem sabe é só mais uma dança com a vida, na qual ela vai te dar outra rasteira e deixar-te em qualquer lugar imundo, obscuro e com a sensação de vazio.
A chuva lá fora leva almas com tal força arrebatadora que mal posso compreender, como minh'alma destruída por sonhos, fracassos e promessas ainda permanece presa aqui. Viver de ser o que pode dar certo já não me cabe, nessa maldita selva de pedras eu vejo um céu blindado de cinza, nessa inverno adiantado o desgaste do corpo transforma em inferno as perdas da vida.
E sobre todo esse tempo ganho ou perdido me encontro no mesmo lugar de antes, mas sem muitas das minhas mais importantes coisas que me faziam sorrir só por existir...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Casa



Onde há amor
                  Em ti faz casa de paz
No peito torna feliz
            Na morada.