terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Enquanto (encanto)
Lindos olhos que atraem o mais firme jogador
Sinuosa beleza que poesias esconde
De dias tão perto e coração longe... A via
Em vias distantes do mesmo ambiente, amigos e sons
Desmonta as armaduras do cavaleiro errante que não sabe como avançar
Uma sereia de canto encantador... Encanta
Um canto de vozes que partem do olhar me toca a pele
E fere a coragem que um dia foi forte
E os meus olhos vermelhos e riso frouxo resumem-se a contemplar
A beleza da menina que vive tão perto em mundos distantes...
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Aqui estou mais um dia
Por cada dia passado
De sonhos que descansam em paz
Da paz mesmo em dia amargo
O doce do céu que me traz
Afago de mãos covardes
Os calos que já não dói
Lugares distantes que chegam
Ou solidão que destrói
As noites quentes sem sono
Os passos que corre em vão
Do vôo cego ao alto?
Perdidos em escuridão
Da ponte que corre o rio
Caminhos que não cabem mais
O silêncio que precede o caos
Transforma homem em animais
E daqui posso ver ao longe vidas vazias, tão vazias quanto os meus dias de ócio em que tento simplesmente rabiscar um papel em branco, rio por desenhar bobagens e fingir ser esboço...
É só mais um dia comum de quem finge pensar para mentir não sentir.
De sonhos que descansam em paz
Da paz mesmo em dia amargo
O doce do céu que me traz
Afago de mãos covardes
Os calos que já não dói
Lugares distantes que chegam
Ou solidão que destrói
As noites quentes sem sono
Os passos que corre em vão
Do vôo cego ao alto?
Perdidos em escuridão
Da ponte que corre o rio
Caminhos que não cabem mais
O silêncio que precede o caos
Transforma homem em animais
E daqui posso ver ao longe vidas vazias, tão vazias quanto os meus dias de ócio em que tento simplesmente rabiscar um papel em branco, rio por desenhar bobagens e fingir ser esboço...
É só mais um dia comum de quem finge pensar para mentir não sentir.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Uma corda de doido
Lá de terra tão distante
O distante mesmo longe
Adualdo Severino
Tem paciência de monge
Negro de cabelo branco
Simpatia em pessoa
João Batista Silva Neto
Ganha pouco e ri à toa
Forasteiro e andarilho
Branquelo de sangue quente
Antonio Lima e Farias
Gosta de uma agua ardente
Lá na casa dos cem anos
O sorriso é sua sina
Dona Maria Socorro
Tem lembrança de menina
Requenguela e perna seca
Mas tem força e saúde
Altamira Barros Neves
Na feira toca alaúde
Observo todo povo
Que mora no meu sertão
Com tanta história bonita
Que me dá inspiração
* O segundo verso é uma cópia da música Mariá do Forfun.
O distante mesmo longe
Adualdo Severino
Tem paciência de monge
Negro de cabelo branco
Simpatia em pessoa
João Batista Silva Neto
Ganha pouco e ri à toa
Forasteiro e andarilho
Branquelo de sangue quente
Antonio Lima e Farias
Gosta de uma agua ardente
Lá na casa dos cem anos
O sorriso é sua sina
Dona Maria Socorro
Tem lembrança de menina
Requenguela e perna seca
Mas tem força e saúde
Altamira Barros Neves
Na feira toca alaúde
Observo todo povo
Que mora no meu sertão
Com tanta história bonita
Que me dá inspiração
* O segundo verso é uma cópia da música Mariá do Forfun.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Sou Nós
Onde se perdeu o último olhar, ou a última frase?
A distância cruel que assola a alma do destemido Deus da guerra, que lutou por dias em chamas e não mais sente o fogo que ardia o coração. Em qual curva morreram as juras, em que imagem estática dos sorrisos perderam-se os laços? No fim as quedas pra fortalecer, desvirtuaram o que de linda havia.
Não existe um eu individual, pois todos são feitos de nós, pois até o respirar é uma troca, cada milésimo de segundo é uma eterna e infindável transição.
As idas e vindas fizeram voltas, as voltas doídas e sofridas que apertam o ser, desata num apenas existir o qual a saudade de dias, abraços, beijos, ciume, amassos... Fazem do tempo em que passou, que vivemos e virá (ou jamais) permanecermos nós.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Vida
Sabe os sonhos?
Pois é, eles escorregam por nossas mãos de tal forma que não percebemos quando a alma vai embora junto com todos eles. Quando simplesmente deitar e dormir por anos, séculos, ou vidas se torna mais vital que respirar e não se encontra mais em qualquer parte manchada do seu reflexo no espelho...
Quando o mundo desmorona em suas costas, costas calejadas do tanto que apanhou, sofreu e aguentou toda a carga com tal força que se vão a cada segundo que se força a manter-se respirando, a cada lágrima derramada no escuro em que ninguém te vê. Quando você mais precisa, ninguém te vê.
Todo um universo sonhado pro agora e pro que poderia vir, se destrói em milésimos de segundo e pesam em cada palavra engasgada, em cada palavra não dita, em cada olhar apagado pela distância.
No mundo onde os fracos não tem vez, eu entrego a vida o que a ela pertence, deixo de ser, talvez ainda continue a existir, mas nunca se sabe o que está por vir no segundo após um ponto final.
sábado, 5 de julho de 2014
O canto da sereia
Por mais uma vez seus olhos meus, olhar que não disfarça, que fixa no que deseja e mostra a alma... Um olhar de ciume com mordida no canto do lábio pra travar o riso de nervoso, um nervoso contido que finda o momento ruim, que escancara a quem te ler os seus maiores medos vindo a tona.
Noites estranhas em que mata o desejo com outros corpos, em outros copos e deixa a fumaça aliviar a culpa das noites mal dormidas e das lágrimas derramadas... e por que não falar dos segundos antes de dormir?
Seus olhos ainda não mentem, ao ouvir um nome, ao ler... Ao perceber a presença e sentir-se evitada, mais uma vez a sobrancelha levantou.
Menina, apenas isso, não mais que isso és, tais noites de sexo valem olhares sinceros de amor?
Use da razão enquanto ela fala, apenas isso lhe salva do canto da sereia, nenhuma outra arma lhe trará de volta, mas algumas partes de mim sempre estarão impregnadas no seu ser, no seu dia, no seu pensar, existir, sonhar e amar.
Seria eu o seu melhor ainda?
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